segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

G.

não devo celebrar mais teu físico,
pois percebo muito além das aparências:
teus olhos, que brilham um espírito puro e sinuoso,
teus cabelos, que saúdam a elegância de uma personalidade estridente.

não devo celebrá-los.
devo dizer que percebo teu choro quieto nas noites de frio
e que teu coração pulsa às batidas de meu ardor.
estamos unidos. não pelo amor, infelizmente.

não devo celebrar tua inteligência, pois outros o fazem.
não devo celebrar tuas habilidades para arte, porque todos a conhecem.
devo apenas dizer que estás radiante esta noite,
e que tua companhia acalenta minha pulsão de vida.

não devo celebrá-la, afinal, querida,
pois somente tens razão para achar algo de ti.
e tudo está em tua mente, meu amor.
tudo está de acordo com o que eu sempre quis:

teu sorriso resplendendo a alegria que sente
mesmo não tendo sido causada por mim.
amando a ti sem preconceito ou vaidade,
sem orgulho, sem problema ou caridade.

não devo celebrar mais teu físico em poemas e versos imersos em saudade.
saudade de teus braços e lábios. saudade de te chamar de minha.
mas quem ama não se apropria. quem ama liberta e deixa viver.
sou eu teu libertador, portanto, meu amor. sou eu quem mais quer teu bem.

não devo celebrá-la e não tenho muito mais o que dizer.
se tudo que quero é que ame e seja amada.
se tudo que tenho é um lápis e uma alma poetizada.
se tudo que posso é amar a ti e a ti escrever.



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